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Secretário especial participa de evento internacional e destaca a aplicação da Inteligência Artificial pela Receita Federal

O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, participou do Fórum Futuro da Tributação realizado nos dias 6 e 7 de novembro, em Portugal, na Universidade de Coimbra.

Na abertura do Painel Gestão Tributária da Inteligência Artificial, na tarde de 6/11, Robinson Barreirinhas destacou o trabalho de excelência desenvolvido pelos auditores-fiscais e analistas-tributários da Receita Federal, na aplicação da IA no desenvolvimento de Programas e Sistemas que promovem ganhos de gestão e, por consequência, a melhoria dos serviços oferecidos à sociedade.

Barreirinhas ressaltou o grande volume de informações recebidas anualmente pela Receita Federal. “São bilhões de linhas de informação e a necessidade de desenvolvimento de sistemas capazes de coletar, tratar, estudar, analisar e proteger todos esses dados”.

“Apesar da falta de investimentos dos últimos anos, a Receita Federal é referência no tema. Os sistemas mais inovadores e utilizados pela Instituição foram desenvolvidos dentro de casa pelos seus servidores”, destacou.

Além do secretário especial, que foi o moderador, o referido painel teve como um dos comentaristas o ex-secretário da Receita Federal, Jorge Deher Rachid, que fez um histórico do tratamento das informações no âmbito da Receita Federal.

Fórum Tributação do Futuro

Finanças, Impostos e Gestão Pública
 
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Comissão aprova projeto que regulamenta apostas esportivas

Matéria é uma das prioridades do governo para aumentar a arrecadação.

A Comissão do Esporte do Senado aprovou o projeto de lei que regulamenta as apostas esportivas de quota fixa, as chamadas “bets”. A medida, relatada no colegiado pelo senador Romário (PL-RJ), é um dos projetos tidos como prioridade pelo governo federal para aumentar a arrecadação e atingir a meta fiscal definida para 2024.

De autoria do Poder Executivo, o projeto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e tramita simultaneamente na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). A proposta estabelece tributação de prêmios e casas de apostas, define taxa de operação e estipula regras para publicidade do setor.

O texto aprovado nesta terça permite que o Ministério da Fazenda possa outorgar a autorização para exploração das apostas de quota fixa por um prazo de duração de até cinco anos, em vez de apenas três anos, como previa o texto vindo da Câmara dos Deputados.

O relator manteve, no entanto, o valor de R$ 30 milhões por outorga para as casas de apostas funcionarem.

O texto também determina que, para fazer a aposta, o usuário precisa passar por procedimentos de verificação da identidade, que podem incluir o reconhecimento facial. As peças publicitárias das apostas deverão ser destinadas ao público adulto, excluindo-se crianças e adolescentes.

Romário também modificou a distribuição de recursos. O Ministério do Turismo passaria a receber 3,5% do arrecadado, em vez de 4%. E a Embratur, ficaria com 0,8% e não mais 1%. O Ministério da Saúde, que não tinha participação no projeto enviado pela Câmara, passaria a receber 0,5%”.

A carga tributária sugerida pelo governo foi mantida: 18% para as casas esportivas e até 30% para os prêmios obtidos por apostadores.

Outros três destaques propostos por membros da Comissão do Esporte foram acolhidos: um permite que a Caixa e as Lotéricas também comercializem as apostas; outro que proíbe a veiculação de propaganda na grande mídia entre 06:00 e 22:59 horas; e o terceiro que pleiteia que parte da arrecadação das apostas vá direto para a Polícia Federal.

O projeto deve ser debatido na CAE na semana que vem, quando o senador Angelo Coronel (PSD-BA) deve apresentar seu relatório. Após a leitura, é esperado que seja concedido pedido de vista, o que deve esticar a votação no colegiado para a outra semana. Só depois disso o projeto segue para o plenário do Senado.

Fonte: Portal Contábeis.

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Preço da internet pode aumentar em até 20% com reforma tributária

Senador pretende incluir o setor de tecnologia da informação dentro das alíquotas diferenciadas.

De acordo com estimativas da Associação Brasileira de Internet (Abranet), com a aprovação da reforma tributária, o preço da internet pode aumentar em até 20% para o consumidor final.

As associações que representam o setor de tecnologia da informação pedem por um tratamento igualitário para o segmento.

O senador Izalci Lucas afirma que sua pretensão é incluir o setor de tecnologia da informação dentro das alíquotas diferenciadas.

 

“Apresentamos uma emenda para incluir o setor de tecnologia da informação nesta alíquota diferenciada. Vamos discutir isso no plenário até o último minuto”, declarou.

Para defender a inserção do setor de serviços digitais, internet, inovação, tecnologia da informação e congêneres na alíquota reduzida, os líderes das associações justificam que esse percentual seja de 60% da alíquota padrão.

De acordo com o diretor da Abranet, Eduardo Parajo, a possível aprovação do texto da reforma tributária atual trará aumento de custos para o setor de TI e internet, aumentando os impostos na folha de pagamento das empresas e, consequentemente, o consumidor final com aumento de preços nos serviços digitais.

 

“O impacto negativo será alto para a população. Esse aumento de impostos no setor vai acarretar um aumento dos custos da internet para o usuário final entre 15 e 20%. Infelizmente, esse impacto não está sendo observado na reforma”, avaliou Parajo.

Portal Contábeis com informações do Correio Braziliense

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Mera pendência cadastral não barra inclusão no Simples Nacional

A existência de mera pendência cadastral, por si só, não é capaz de afastar a possibilidade de inclusão no Simples Nacional. Com base nesse entendimento, a juíza Silvana Carvalho Soares, da 5ª Vara de Fazenda Pública de João Pessoa, confirmou liminar que autorizou a inclusão de uma loja de artigos elétricos no regime tributário, e suspendeu as causas de uma restrição apontada pelo governo do estado.

Quando a marca pediu o registro no sistema, a Receita Federal informou que havia irregularidades que barravam o enquadramento ao sistema de tributação de 2022. Acionada, a Secretaria de Fazenda da Paraíba informou que o problema estava relacionado ao fato da empresa não ter dado baixa de uma filial dentro do período limite (31 de janeiro de 2022) para solicitar a adesão ao regime.

Ao ingressar com a ação, a loja informou que abriu uma filial em 2020, mas, por causa da pandemia de Covid-19, enfrentou grave crise financeira, o que a obrigou a fechar as portas em definitivo. Alegou que houve baixa da filial e que não tem intenção de reativá-la. Tal restrição, segundo a defesa, seria aplicável apenas caso a loja quisesse reativar a filial para estender a ela o enquadramento no regime.

Analisando o pedido, a juíza entendeu que a loja não exerceu atividade empresarial no período questionado pelo governo do estado, não gerando nenhum prejuízo ao erário. Para a magistrada, a mera irregularidade não tem condição de afetar eventual recolhimento tributário da parte agravada no sistema tributário em questão, especialmente diante do fato de que foi efetivamente demonstrada a ausência de qualquer débito fiscal junto ao município que indeferiu a inclusão.

“Nesse contexto, entendo que a mera irregularidade cadastral não se mostra razoável para fins de indeferimento de inclusão da empresa impetrante no sistema de recolhimento tributário do Simples Nacional. O ente público rejeitou a inclusão da empresa, em virtude de mera irregularidade formal, qual seja, a pendência de baixa de filial extinta há mais de dois anos”, disse.

A juíza concluiu que a restrição apontada pelo governo paraibano não é enquadrável no conceito de irregularidade em cadastro fiscal. A empresa foi representada pelo advogado Vinícius Holanda de Vasconcelos.

Clique aqui para ler a decisão
Processo 0815967-06.2022.8.15.2001

 

Fonte: Conjur

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Crescimento Significativo na Movimentação de Stablecoins: Receita Federal Identifica Tendência em Criptoativos

As stablecoins costumam manter paridade com moedas fiduciárias, o que amplia a possibilidade de sua utilização como meio de pagamento.

Levantamentos da Receita Federal, realizados mensalmente desde 2019, indicam um crescimento significativo do uso de stablecoins. Esses criptoativos, chamados de moedas estáveis na tradução literal para o português, ao contrário de outros concorrentes, costumam manter uma paridade com alguma moeda real, com uma cesta de moedas ou com outros ativos como as commodities, por exemplo. Essa característica as torna mais estáveis em valor e amplia a possibilidade de sua utilização como meio de pagamento.

No conjunto das stablecoins ganha destaque a criptomoeda chamada Tether, que no período observado pelo fisco foi negociada em patamar acumulado superior a R$ 271 bilhões, quase o dobro do volume do Bitcoin no mesmo período (mais de R$ 151 bilhões).

Esse crescimento chamou a atenção da Receita Federal, que vem acompanhando essa expansão que já movimenta trilhões de dólares em todo o mundo. Atualmente, existem milhares de criptomoedas, cada uma com seus usos específicos.

No Brasil, os dados do fisco indicam que as stablecoins mais negociadas são a USDT (Tether) e a USDC, ambas com paridade com o dólar americano, além de BRZ, que tem a paridade vinculada ao real brasileiro.

A negociação de Bitcoin e outras criptomoedas foi superada em larga escala pela movimentação de stablecoins como o Tether.

A análise mostrou claramente o aumento do volume de transações com esses novos ativos, refletindo a mudança na preferência dos usuários. Essa mudança merece atenção, pois pode ter implicações significativas no cenário tributário e regulatório das criptomoedas no país.

Em artigo recente publicado em seu blog, o Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que as stablecoins podem “substituir moedas nacionais e impactar políticas fiscais e monetárias dos países, especialmente em economias em desenvolvimento”.

Receita Federal

A Receita Federal utiliza um sistema completo de análise para realizar o monitoramento das atividades de criptoativos. A partir dessas ferramentas é possível detectar transações suspeitas por meio da manipulação de um volume muito grande de dados e informações.

Com esses sistemas, é possível acompanhar, por exemplo, onde estão sendo realizadas as negociações, inclusive, as localizações das pessoas físicas que compram e vendem criptomoedas.

Fonte: Gov.br